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  • Foto do escritorPsi Kleber Pereira •●• de Souza

O Viver Fenomenológico-existencial... A cura do Ser pensante...

Atualizado: 24 de mar. de 2021

O Filósofo Martin Heidegger diz que realmente somos seres caracterizados pela possibilidade de Pensar, já que a razão realmente se desdobra em pensamento. No entanto, Pensar não é simplesmente uma faculdade que nos seja garantida, independente de estarmos pensando. Pensar exige intencionalidade, em sua medida, do ser pensante.


Pensar requer um esforço em permitir que algo segundo seu próprio modo de ser, venha para junto de nós, afirmando insistentemente essa permissão. Queremos esse algo como ele é. Mas só trazemos para junto de nós o que gostamos muito, aquilo que diz em nós algo especial.

Não é assim quando gostamos de uma música? Não a escutamos reverberar em nós? Assim, esse algo tende para nós porque tendemos para ele. Por gostarmos desse algo, ele nos desperta cuidado e atenção, de modo que queremos guardá-lo próximo a nós. E a lembrança é exatamente isso: a concentração do pensamento que insistimos em trazer em nossa proximidade por estabelecermos uma relação afetiva com aquilo que concentramos. Para que cheguemos mais adiante é preciso aprender a pensar. Mas o que é aprender neste contexto? Heidegger nos responde que aprender é voltar nossa atenção para o que cabe pensar cuidadosamente. E o que cabe pensar cuidadosamente é aquilo para o qual nos entregamos ativamente.


A terapia existencial baseia-se na crença de que os indivíduos experimentam conflitos intrapsíquicos devido a interações com fatos da vida humana, conhecidos como dados existenciais.


São reconhecidos pelos menos quatros dados existenciais primários: Liberdade e responsabilidade associada, morte, solidão, sentido da vida. Para alcançar a reflexão sobre qualque destes elementos vitais, é necessário ao ser humano o pensamento sobre Si, sobre o Mundo, sobre o Outro e sobre a Relação com o Outro.


As convenções sociais, normas e ideologias culturais, crenças ou atitudes rígidas podem levar o ser humano a um estado de descontentamento e doença. Podem ser levados ao sentimento de não ter controle sobre a sua vida e suas escolhas. A psicoterapia existencial trabalha com a reflexão sobre esses conflitos, a partir de uma escuta qualificada, sem negar a existência deles, contudo.

Concluímos, então, que o Pensar exige uma atividade de nossa parte, sendo que essa atividade é voluntária, propositiva e consciente. O processo de "Cura" existencial, baseado nos fenômenos e ocorrências da Vida cotidiana, vem a partir da perspectiva de um exercício de pensamento articulado e consistente. -------- Fonte sugerida: http://www.llpefil-uerj.net/texdidat/387-2011-verdade-e-justica

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Kleber Pereira Psicólogo Clínico

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Mesmo quando estamos vazios de pensamento, não desistimos de nossa capacidade de pensar." (Martin Heidegger)

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Instagram: @psikleberpereira

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