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  • Foto do escritorPsi Kleber Pereira •●• de Souza

TEA - O Autismo e seu espectro

Atualizado: 10 de mar.

Um Momento de Conscientização sobre o TEA ======

No dia 2 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. No Brasil, o transtorno afeta cerca de 2 milhões de pessoas. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, tem o intuito de ajudar a esclarecer, dar visibilidade e quebrar preconceitos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

√ Os sinais do TEA são variáveis e podem ser melhor percebidos entre os 2 e 3 anos de idade.

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O Transtorno do Espectro Autista, ou TEA, é um distúrbio relacionado ao neurodesenvolvimento que atinge cerca de 0,8% a 1% de pessoas. Por ser um distúrbio de desenvolvimento é mais focado, notado e tratado na infância, mas as suas características e processos perduram na vida adulta. De modo geral, leva a criança, e posteriormente o indivíduo jovem e adulto, a ter dificuldades na interação social e na comunicação, restrição de atividades e interesses, comportamentos repetitivos e, algumas vezes, hipersensibilidades sensoriais. Estes seriam os principais sinais característicos notados no transtornos.


O TEA possui graus se apresenta variáveis que se distribuem dentro de um "espectro" de necessidades de suportes e sintomas. Embora essas dificuldades descritas acima não necessariamente ocorram em todos os indivíduos, de forma equanime nos níveis do espectro, são comuns em grande parte deles. Normalmente a pessoa com TEA tem dificuldade em estabelecer e manter vínculos, especialmenteos sócio-emocionais, em compreender suas próprias necessidades, sobretudo as afetivo-emocionais, bem como as das outras pessoas ou, ainda, em perceber expressões faciais, gestos físicos sutis à interação não verbal e apresentam. Muitas vezes apresenta dificuldades em estabelecer e manter contato visual com outras pessoas ou, até mesmo, apresentam baixa tolerância ao contato físico.


Alguns possuem um padrão de comportamento restritivo e repetitivo, e o funcionamento cognitivo, de aprendizado, atenção e processamento sensorial diferenciados.


•√• GRADAÇÃO DO TEA


Quais são os graus de autismo? Segundo o DSM-V, o grau de autismo é medido pela gravidade do comprometimento, especialmente quanto a "necessidade de suporte", externo a si para a vivência e convivência. Via de regra as pessoas com TEA têm algum nível de comprometimento na Interação social. Mas que pode ser também cognitivo, comportamental, neurológico e/ou intelectual. Este grau estabelece a variação do nivel do transtorno no espectro, o grau varia:

  • de nível 1 de suporte(outrora chamado de "leve") ;

  • • à nível 3 de suporte(que já foi denominado como severo);

  • • passando pelo nível 2 de suporte(considerado anteriormente, pelo CID, como moderado).


Os sinais da presença do TEA são variáveis e podem ser percebidos, como evidenciados para o diagnóstico, entre os 2 e 3 anos de idade, embora em alguns casos possa ocorrer já a partir dos 18 meses.

Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento multidisciplinar e o acompanhamento psicológico devem começar rapidamente, para amenizar as dificuldades com a linguagem e com o desenvolvimento de uma forma geral.


•√•AUTISMO EM ADULTOS


Entretanto, a síndrome não é restrita a meninos e meninas durante a infância, ou na idade infantil, e boa parte dos adultos que têm autismo nem sabe disso, por nunca terem sido diagnósticados. São, geralmente, pessoas que estão na parte menos comprometida do espectro, que não têm deficiência intelectua aparente(mais comum nos casos severos ou clássicos do autismo) e que não tiveram atraso na aquisição da linguagem que fosse considerável, desenvolvendo um nível de comunicação e interatividade social satisfatório, ainda que para alguns pareça restrito, robótico, demasiadamente inocente ou limitado. Onde, muitas vezes, este adulto sempre teve dificuldades com elementos subjetivos da linguagem, apresentando alguma dificuldade com expressões e/ou articulações de duplo-sentido, por exemplo. Mesmo que em sua maioria tenha superado as maiores dificuldades inerentes.


O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos tem grande possibilidade de ser realizado a partir de uma iniciativa dos próprios, sobretudo quando eles procuram ajuda médica para seus filhos. Aspectos comportamentais podem dizer muito sobre a existência do autismo nesses indivíduos que já alcançaram a maioridade. A antiga impressão de uma suposta timidez tende a revelar algo mais sério e que necessita de investigação aprofundada feita por especialistas.


A identificação do autismo em adultos é o resultado de um procedimento de investigação, ou mesmo de um ato fortuito de observação qualificada de um profissional de psicologia ou psiquiatria. Pois o diagnóstico desse público em específico é realizado, não raras vezes, quando a pessoa tem um filho que acabara de receber o resultado positivo para as suspeitas do TEA. Durante uma entrevista feita pelo profissional aos pais da criança, o profissional começa a perceber e traçar semelhanças no comportamento de um dos adultos em relação à criança.


É interessante chamar a atenção para o fato de muitos desses adultos apresentarem aspectos comportamentais na infância marcados por uma iminente dificuldade de se socializar, aquelas crianças que eram ‘arredias’, mas que, sem um acompanhamento, o mais longe que conseguiam era o rótulo de tímidas. O especialista utiliza a técnica da entrevista aprofundada para confirmar o TEA no pai ou mãe da criança.


•√• A PSICOLOGIA E O TEA

O psicólogo com especialização em TEA atua com métodos e técnicas específicas para cada paciente, estimulando as funções cognitivas e criando estratégias que minimizem os impactos comportamentais. O objetivo é desenvolver no paciente a capacidade de criar vínculos e desenvolver alguma socialização, melhorando sua interação com outras pessoas e sua qualidade de vida.


Psicólogos atuam também no apoio familiar, abordando sofrimentos, frustrações, aprendizados e motivações, ajudando a família a processar e compreender os sentimentos e as atitudes.


A psicoterapia promove maior sintonia e compreensão das emoções de todos na família e pode ser uma importante ferramenta para que os desafios trazidos pela TEA sejam superados com mais tranquilidade e saúde emocional. Esse equilíbrio faz enorme diferença no desenvolvimento e bem-estar da pessoa com TEA - e de todos os envolvidos.


A partir do estudo da situação, o psicólogo terá a base necessária para utilizar a metodologia que servirá ao paciente. Vale ressaltar que como cada pessoa apresenta uma peculiaridade, mesmo com os aspectos em comum que o autismo pode apresentar, é imprescindível que o profissional adote somente o que vai ser eficaz para a demanda trazida ao consultório.


Tudo vai depender do grau de autismo que a pessoa manifestar. Sendo assim, a atuação do psicólogo com o Transtorno do Espectro Autista pode variar de sessões que envolvam conversas até mesmo a aplicação de técnicas que visem ao tratamento necessário.


°√° Mantendo o contato com a multidisciplinaridade

Como o autismo não é um distúrbio que age de maneira simples na vida de uma pessoa, é inegável que a parceria com outros profissionais é imprescindível. Sendo assim, a presença de outros especialistas é bem variada e conta com os seguintes responsáveis pelas intervenções: neurologistas, neuropediatras, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, psicomotricistas, entre outros.


Isso significa que nenhum dos demais profissionais listados acima consegue aplicar as intervenções necessárias sem esse aspecto multidisciplinar. Por isso é importante que haja essa comunicação com todos eles. O psicólogo deve desempenhar um trabalho em conjunto e estabelecer as informações que podem servir de base para esses profissionais.



FONTES: https://autismoerealidade.org.br https://institutoneurosaber.com.br


@psikleberpereira

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